Para que possamos reconhecê-los, é necessário que conheçamos suas iconografias. A figura divina muda de contexto, mas permanece com características básicas que permitem seu reconhecimento.
As imagens de deidades assumem, pelos tempos, as formas mais distintas, mas sempre com certos itens que o caracterizam. Por isso é possível olhar um quadro renascentista de um homem com uvas nos cabelos, correndo com sátiros e pensar "Dionísio". Ou olhar um quadro moderno ou contemporâneo e pensar a mesma coisa, se nele estiver retratado um rapaz com uvas nos cabelos em volta de seres míticos.
Como na imagem abaixo, que coloca Ártemis Efesina em um traço moderno e em um contexto completamente inusitado:

Também não me atrevo a arriscar os pesadelos de outra deusa da Anatólia, a kubaba Cybele, que foi retrata perdida em sonhos na obra que faz par com a anterior:

Aproveito e deixo a página de Gurdalkiran, artista que assina essas duas imagens e que faz um lindíssimo trabalho moderno tendo os deuses da Anatólia por base.
Um comentário:
É por isso que acredito na máxima de meu Deus: conhece-te a ti mesmo, e conhecerás os Deuses...
Quem sabe, sabendo mais de nosso universo, olhemos o Deles com mais entendimento?
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