segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Lamia nas mãos da Sibila - Mythology Sinchroblog
























A Sibila trouxe uma pequena imagem e colocou-a no altar. Ficou ali, apoiada em uma pedra, junto aos deuses do Submundo.

Era estranha.

Retratava um mostro, metade mulher metade dragão. Sua cauda era roxa, sua boca era vermelha. Não possuía cabelos. Os olhos brilhavam.

Ficou na toalha vermelha, como que guardando o relicário de Perséfone. Se mesclou rapidamente com as outras, integrou-se em harmonia com os seres que existiam ali, naquele momento em que todos os deuses foram lembrados.

Mas todos se perguntaram: porque Lamia veio pelas mãos da Sibila?

Um mito antigo nos conta que uma das vozes de Apollo, a Sibila Herophile, era filha de Lamia, nascida antes que a Rainha do Olimpo fizesse surgir o monstro no corpo da mulher.

A rainha da Lybia, a amante de Zeus Pai, não era ainda uma devoradora de crianças quando sua filha nasceu. Não era uma caçadora da noite.

A Sibila, que serve à Luz, trouxe uma pequena lembrança de sua ancestralidade à tona. Uma fagulha do instinto, do labirinto, da serpente que habita escura até nos mais claros dias de Sol.

Trouxe uma deusa à mais. Uma amante a mais. Um único monstro no altar habitado por Olimpianos e consortes e filhos.

Quem sabe, com esse pequeno agrado, a vampira poupe nossas crianças...

Imagem: Lamia, de Octonomoes

3 comentários:

Pietra disse...

A sibila vê longe...

Mahud disse...

Thanks for joining in the fun. I enjoyed your post of the Lamia and the Sibyl?

MagnaMater disse...

Thanks, Mahud!
I really liked this sincroblog!